São Humberto de Liège – Santo Humberto

“Huberto” – segundo o “Dicionário Onomástico” de José Pedro Machado, é nome que chegou ao português através do francês Hubert, de origem germânica: “hugu” (coração, espírito) + “berth” (brilhante, ilustre).’
São Humberto é padroeiro dos caçadores, dos guardas florestais e curava as pessoas acometidas da raiva ou hidrofobia.
O criador do comportamento ético na caça.
Seu dia Santo é 03 de novembro, sendo uma festa muito popular na Bélgica,país onde ele foi bispo em Tongres, Maestricht e Liège. Com à benção dos cães de caça e armas dos caçadores.

Plinking

Plink ou Plinking; estamos falando de tiro ao alvo informal feito em alvos não tradicionais, como latas, garrafas de vidro e blocos de madeira…etc. Obvio dizer que não é praticado contra nenhum ser vivo!

O termo é uma onomatopéia do som que uma bala ou outro projétil faz ao atingir uma lata ou outro alvo semelhante, referindo-se ao som agudo e metálico, conhecido como “plink”.

 

O calibre mais comum usado para plinking é o cartucho de rimfire Long Rifle .22, uma vez que esses cartuchos são relativamente baratos e têm um recuo baixo, mas armas de pressão e Airsoft também são usadas, muitas vezes por razões de custo ou segurança ou porque não implicam na legislação atual que não permite disparos de arma de fogo em locais não autorizados.

A origem do uso da palavra Plinking vem dos anos 1940 – EUA.

Obs.: Existe o termo -Tanque plinking: um termo que dado por pilotos (EUA) durante a Guerra do Golfo para a prática de usar munições guiadas com precisão para destruir artilharia, veículos blindados, tanques e outros alvos. À medida que a guerra avançava, o termo começou a abranger todas as formas de destruir um alvo com uma arma excessivamente capaz.  Este termo foi desencorajado pelos militares.

 

Atirando plink

No tiro plinking você determina o alvo inanimado que quiser, sem padrão, apenas porque você quer, claro nenhum alvo que produza ricochetes. Pode usar garrafas, latas, toras, tijolo, sabão, alvos de papel, CDs… enfim, qualquer coisa que seja meramente pra dizer: acertei!!!

Nisso o plinking é ótimo para treinar e adquirir habilidade na leitura dos alvos, a segmentação e a sequência de disparos. Manter essas capacidades afiadas são fundamentais nas disciplinas do tiro esportivo e vitais nas questões de defesa.

Se sua preocupação está em saber qual a arma mais recomendada para Plinking, a resposta é muito simples:

A que você mais gosta!

A única regra no plink; como em qualquer modalidade de tiro.

Nossa principal preocupação é com a segurança:

Use equipamentos de proteção individual como óculos e abafadores e trrate  todas armas como se estivessem sempre carregadas e jamais pergunte, verifique!

Nunca apontar o cano da arma para qualquer coisa para qual você não está preparado para disparar.

Tenha certeza do seu alvo e o que está além dele. Você nunca atira em nada até que tenha identificado positivamente.

Você nunca atira contra uma sombra, ou um som, ou uma presença suspeita. Você atira apenas quando sabe absolutamente no que está atirando e o que está além disso.

Muito importante limpar o local do tiro depois que terminar a diversão. O plinking é um ótimo exercício para treinar os fundamentos de dedo fora do gatilho e controle do gatilho.

Concluindo

No Plinking a segurança importa. E não se importa com a arma, mas sim com o momento de lazer que o atirador terá no tiro esportivo. É uma prática do tiro recreativa que pode ser aliada com treinamento e é garantia de felicidade!

Nota: Nossa legislação não permite fazer o tiro informal, fora de um clube de tiro legalizado.

Sim podemos “brincar”, não somente treinar e competir em nosso clube de tiro, por isso é tão divertido. Vamos treinar e fazer plink. Por isso essa moalidade cresce em airsofts e armas de pressão, por serem permitidas e poder praticar dentro da sua propriedade, com ressalvas!

 

Amaciamento de Cano

Amaciar o cano de uma arma com base na web conferência ou videoconferência com intuito educacional, promovida pela NRA – National Rifle Association ou Associação Nacional de Rifles.

Amaciar uma arma

De modo geral aqui no Brasil, raramente ouvimos falar sobre técnicas para amaciar o cano de uma arma. Ou melhor nem é comum o conceito de fazer ficar liso; abrandar, suavizar. Tal conceito, para nós está mais relacionado a motores.

O que significa “amaciar” o motor?

Hoje em dia o conceito de amaciar um motor não é tão “vital” como antigamente. O amaciamento era primordial para evitar a quebra dos componentes internos do motor. Agora devido as modernas técnicas e precisão na montagem; o amaciamento visa: economia e aumento da vida útil do maquinário.

Amaciar o motor nada mais é do que seguir algumas recomendações especificadas pelo fabricante do veículo a fim de garantir a devida acomodação das peças móveis do motor, aumentando assim seu desempenho, a economia de combustível e sua vida útil

Os motores de hoje realmente são fabricados com muito mais precisão do que no passado, mas isso não impede que eles ainda recebam das fábricas recomendações para obedecer a um período de “acomodação”.

Icut 300 GF – Máquina instalada na Fábrica da Taurus, de alta precisão para fabricação de peças para protótipos e matrizes de armas de fogo.

Por melhores que sejam os sistemas atuais de manufatura (tanto para motores como para armas), com acabamento a laser e usinagem de alta precisão e por menores que sejam as tolerâncias, todas as peças móveis precisam se conformar às outras. É um ajuste fino, que não prejudica o correto funcionamento, como era no passado, mas é melhor que ele seja feito.

Mas se entender, amaciamento como um assentamento das peças, ele continua a existir. E é até chamado de amaciamento nos manuais do proprietário de marcas, como Ford, Honda e Volks. O objetivo é o mesmo: assegurar o perfeito funcionamento dos sistemas e o mais importante, aumentar sua vida útil.

Esse é o conceito aqui abordado: proceder um assentamento da alma do cano. Tanto as armas de alma lisa como estriada.

Nota: muito embora alguns autores afirmam que não há necessidade de se proceder o amaciamento nas armas de alma lisa. Devido ao fato dos modernos cartuchos para espingardas e suas buchas plásticas pneumática, por si só já fariam este amaciamento. Mas o que todos concordam é que não há mal nenhum em fazê-lo em sua espingarda.

Uma questão de precisão e consistência

Atiradores esportivos, caçadores, militares, policiais…etc. Buscam a precisão máxima para uma vida útil estendida do seu equipamento, isso significa um cano com o mínimo de incrustação na sua luz ou alma.

Procedimento para o amaciamento

Muitos atiradores costumam realizar um procedimento conhecido como amaciamento do cano. Cada cano, não importando sua qualidade, acabamento e quão suavemente o furo ou parte interna do cano, tenha sido usinado, ainda contém imperfeições superficiais criadas durante o processo de perfuração, fresagem e escareamento. Nas armas de alma lisa e estriado.

O deslocamento do projétil ou projeteis, pelo furo, vai suavizar ou polir as imperfeições da superfície interna do cano.

No entanto, à medida que as imperfeições são suavizadas, pequenas quantidades de material da bala e ou bucha podem ficar presas sob elas, levando a um aumento de incrustações na alma.

Procedendo a limpeza inicial entre cada disparo e em seguida, entre cada grupo de dois, três, cinco ou mais disparos até que o processo seja concluído. Geralmente finalizando com 10 disparos, limpeza 10 disparos limpeza.

 

 

Esse procedimento de amaciamento produz um furo liso sem chumbo ou incrustações de revestimento incrustada no metal. Isso produz um cano que não vai sujar tão rapidamente entre as limpezas e que pode ser limpo com mais facilidade.

A execução do assentamento do cano é muito recomendável faze-lo em furos estriados. Porém não custa nada proceder com um cano de alma lisa.

Procedimento popular

Existem vários procedimentos diferentes para alisar um cano novo, muito embora a maioria deles use o mesmo processo básico. Um método popular é limpar completamente o cano entre cada um dos primeiros 15 a 25 tiros e a seguir, a cada dois ou três tiros nos próximos 10 tiros. Finalmente, vários disparos de cinco ou 10 tiros são disparados, com uma limpeza completa entre cada uma das sequências.

O amaciamento do cano é normalmente concluído em 50 ou menos tiros e geralmente é sinalizada por uma redução perceptível na incrustação durante a limpeza.

Conclusão

Não custa nada, aplicar tal procedimento em seu novo aparato. Uma garantia de maior precisão, consistência, aumento da vida útil e, de quebra, maior familiarização no manuseio, procedimento de limpeza e manutenção.

 

 

Armas de fogo são equipamentos que não podem falhar; cuide como deve ser feito, sempre!

Provas com pistolas – CMP

Com base, na videoconferência, feita pelo: CMP – Civilian Marksmanship Program – Programa de tiro civil de 9 de janeiro de 2022. Disciplina esportiva – Pistola. (Não é o mesmo que competições de pistola olímpica)

Como disparar e atingir o centro do alvo (Bulls – eye) em uma competição de pistola. Por Jim Henderson, Coordenador de Pistolas CMP

Sobre Jim Henderson

Jim Henderson é um membro aposentado da Unidade de Atiradores do Exército dos EUA (USAMU), onde serviu por mais de 30 anos. Ele ganhou seu “Distinguished Pistol Badge” em 1989 e passou a ganhar várias honras, incluindo o reconhecimento como nove vezes vencedor do President’s Pistol Match (um dos eventos mais prestigiados realizados no Camp Perry National Matches anual) e é o Record Nacional titular do evento. Henderson também é o detentor do Record Nacional e quatro vezes vencedor do National Trophy Individual Match, duas vezes Campeão Nacional de Pistola Outdoor e Indoor da National Rifle Association e nove vezes Campeão Inter-Service de Pistola e recordista.

Ele ocupou cargos como membro do Conselho de Administração de Tiro dos EUA, Representante de Atletas de Pistola e realizou com sucesso uma série de programas de treinamento dentro do Exército ao longo de seu mandato. Atualmente, Henderson atua como diretor de tiro ao alvo no Cardinal Shooting Center em Marengo, Ohio, e também é coordenador do programa de pistolas da CMP.

Uma rara oportunidade para compartilhar e multiplicar, conhecimentos de um atleta, treinador e por quê não dizer uma lenda viva do esporte Norte Americano da CMP e USAMU.

Como o título indica, esta será um apanhado geral da experiencia, visão e ensinamentos de Jim Henderson. Coisas que você deve e não deve fazer antes, durante e depois de uma partida.

Então, vamos direto, mas sempre seguindo os princípios de segurança, disciplina, foco…Tudo que um bom atleta deve seguir.

 

Antes da competição

A prática e a preparação são fundamentais para se divertir e desfrutar de uma partida pela qual você pagou seu suado dinheiro para participar.

Praticar as coisas em que você pode não ser tão bom com mais frequência do que o que você faz bem.

Disparos lentos, bem visados (mirados) são incríveis, mas dois terços de uma competição de pistola é fogo rápido (apontados). Se você não está onde acha que deveria estar, digamos, tiro rápido, sendo do seu interesse melhorar nisso! Se eu tivesse recursos e tempo limitados, não treinaria nada além de tiro rápido. Afinal são quase 70% de uma prova.

Há muito mais em uma competição do que simplesmente aparecer e atirar. Planejar com antecedência é a chave para o sucesso.

A competição aqui descrita é: classe Pistol Marksmanship 101 do CMP. Esta classe permite segurar com uma ou duas mãos durante a prova.

Lista de verificação na noite antes de ir para uma partida.

Equipamentos de proteção: óculos, abafadores…Kit de limpeza.

Armas e carregadores limpos e lubrificados.

Munição suficiente carregada e de reserva. (Sempre traga mais do que você precisa.)

Pistola de grampos funcionado em perfeito estado e grampos suficientes. É sua tarefa fixar de modo correto seus alvos.

Inscrição, documentação e uniforme correto de acordo com o código de vestimenta.

Tenho todas as coisas ambientais de que preciso? Protetor solar, repelente, um chapéu…

Água; hidratação é fundamental.

Utensílios para escrita, prancheta, chave de fenda, itens úteis que são constantemente transportados na pessoa todos os dias.

Vá para a cama no seu horário normal. Isso é muito importante para ajudar a promover o prazer sem estresse do seu jogo no dia seguinte.

O dia da partida

Sair de casa com tempo suficiente para chegar ao stand também é muito importante. Não seja aquela pessoa que aparece na linha de tiro com 20 segundos restantes no período de preparação. Isso é apenas prejudicial a si mesmo, mas é uma distração e falta de ética para com os outros atiradores que gastaram seu dinheiro para estar lá também. Trate seus colegas concorrentes como gostaria de ser tratado.

Agora que você chegou ao campo com bastante tempo de sobra, faça o check-in (registro de entrada), pegue e coloque seu número de entrada ou BIB number, de forma correta no uniforme, pegue seus cartões de pontuação.

Caso seja permitido no campo de tiro, coloque seu material em seu posto de tiro. Se você trouxe uma cadeira, prepare-a. Fique à vontade!

Preparando-se para atirar

Faça exercícios de visada a seco, caso seja permitido ou em local apropriado. Se não for possível faze-lo, treine apontando seu dedo para um canto de uma sala, um pedaço de fita em um poste, ou o que for – desde que você possa ficar em sua posição de tiro e mover seu braço de tiro para cima e para baixo ao longo dessa linha.

Faça um minuto de movimento e depois 30 segundos de descanso completo. Deixe seu braço ir para o seu lado e deixe-o pendurado. Não se trata de quantidade, mas de qualidade. No intervalo, eu não faria mais do que alguns minutos disso. Tudo o que queremos fazer é aquecer os músculos.

Assim que você puder se aproximar do posto de tiro e montar seus equipamentos, configure tudo do jeito que você deseja.

Jim Henderson – Eu coloco tudo exatamente no mesmo lugar toda vez que atiro. Eu poderia colocar a mão na chave de fenda com os olhos fechados se fosse preciso.

Em seguida, certifique-se de que seus carregadores estão carregados. No bullseye, são sempre cinco disparos por série, não importa o quê.

Depois de fazer isso, verifique se você tem o score card correto pronto para acompanhar o que quer que seja que você vá produzir, para pontuar.

O melhor dos scores cards do CMP é que, se você não estiver familiarizado com a pista de tiro, a explicação do que fazer está logo acima do posto de tiro.

Além disso, o Chief Range Officer (CRO, a pessoa que dá os comandos) lhe dirá exatamente o que está por vir.

Normalmente, há alguns minutos entre ser chamado para a linha e iniciar seu período de preparação de três minutos. Se não, as coisas que acabei de mencionar são mais importantes do que qualquer outra coisa. Se você ainda tiver tempo sobrando em sua preparação de três minutos, use-o para treinamento a seco algumas vezes. Na realidade, seu braço e seu corpo estão prontos, agora só queremos conectar o cérebro ao dedo.

Garantir que seu equipamento esteja bem embalado e colocado rotineiramente no posto de tiro ajuda a prepará-lo efetivamente para a partida.

Disparando a partida

Então agora chegamos à parte de tiro real. As especificidades do que eu acho que precisa acontecer para entregar o seu processo de mirar da melhor maneira possível a qualquer momento é uma história para outro dia. O que vou dizer é que é importante manter a mesma mentalidade positiva durante toda a partida.

Sim, seja competitivo, mas divirta-se ao mesmo tempo.

Falhas e avarias:

Se durante o decorrer de seu tempo na competição, você tiver uma falha ou mau funcionamento, há algumas coisas a serem consideradas.

Em primeiro lugar, se você tiver um mau funcionamento e quiser fazer um novo disparo, NÃO TOQUE NA PISTOLA! Se você tocar na pistola, isso será considerado “uma tentativa de limpar (fraude) o mau funcionamento”. Depois de fazer isso, não há segunda chance (segundo tiro) permitido. Então, simplesmente continue segurando a arma apontada para baixo e levante sua mão que não atira. Um Range Officer (RO) virá e iniciará o processo com você de lá.

Normalmente, os competidores não procuram um novo disparo por um mau funcionamento durante o fogo lento, pois há tempo suficiente para corrigir um mau funcionamento no tempo permitido. Com isso, se você não conseguir colocar sua pistola em funcionamento em um tempo razoável durante sua sequência de tiros, levante a mão para um RO. Neste ponto, você precisará declarar essa pistola específica desativada.

Se você tiver uma pistola reserva para atirar, informe o RO e siga as instruções para limpar e substituir a pistola quebrada. Essa pistola não pode ser reintroduzida na mesma partida sem ser reparada.

Você também tem a opção de trocar uma arma como acima, caso tenha um mau funcionamento durante as porções cronometradas e de tiro rápido. A definição de mau funcionamento está nas Regras de Competição de Pistola CMP, Regra 5.1.5 na página 47. Os competidores podem visualizar as Regras de Competição em https://thecmp.org/competitions/cmp-pistol-program/.

Quando o disparo é concluído:

Quando terminar de atirar, insira silenciosamente seu ECI (I C V – indicador de câmara vazia) e recarregue seus carregadores. Seja cortês com seus colegas concorrentes ao seu redor. Se você precisar discutir coisas consigo mesmo ou com um amigo, dê um passo para trás e faça isso o mais longe possível da linha.

Quando a linha estiver livre, certifique-se de levar o cartão de pontuação, o grampeador (sempre verifico quantos grampos restaram antes da primeira vez que desço durante uma partida), centro de reparos (obreias ou fita, se necessário) e algo para escrever.

Então, vá para o alvo que você está marcando primeiro (conferência de alvos) não o seu. Eu sei que isso é difícil para algumas pessoas, pois elas querem ver qual é sua pontuação. Eu entendo, mas sugiro fazer isso depois de marcar o alvo que deveria estar marcando para que o concorrente não esteja esperando por você. Depois de marcar o alvo, escreva a pontuação no alvo longe de qualquer buraco de tiro. Eu gosto de escrever o meu no canto superior direito da área do centro de reparos.

Saber como pontuar e o que fazer durante um desafio de pontuação é uma parte essencial da compreensão do tiro competitivo.

Pontuação:

Ao marcar um alvo, chame-o como você o vê. Se você acha que o tiro é um determinado valor, anote esse valor. Se você não tiver certeza e achar que está perto, você, como concorrente, pode usar um modelo de sobreposição ou pontuação.

Você não pode tocar o alvo de forma a perturbar os buracos de tiro, portanto, não há plugues, canetas, lápis ou dedos presos nos buracos de tiro.

 

Uma vez que esse alvo é pontuado, cabe ao competidor concordar ou discordar de sua pontuação. Não perca tempo perguntando a ele ou ela qual deve ser este ou aquele acerto. Uma vez que o competidor teve a chance de olhar, ele ou ela pode muito bem discordar de um ou dois tiros.

Tudo bem! É aí que entra o RO. Neste ponto, a pessoa que está sendo pontuada pede um “plug”. O RO virá e a primeira pergunta que eles devem fazer é “Concordo com o número de acertos?” Tanto você, como apontador, quanto o competidor que você está marcando precisam concordar com o número de acertos. Isso ocorre simplesmente porque, se houver um tiro que não pode ser encontrado, o alvo não pode ser bloqueado. Tapar um buraco de tiro duplo não é permitido, pois o tiro que falta pode ser um duplo.

Desafio de pontuação:

Uma vez que ambos concordem com o número de acertos, o RO pode acertar o tiro em questão. Uma vez que o RO insira o plugue, ele deve permanecer até que você e o concorrente concordem. Não cabe ao RO marcar o alvo.

Se depois de olhar para o tiro fechado, vocês dois ainda não concordarem, então o alvo pode ser desafiado. O competidor paga uma taxa de desafio de $3 e o RO remove o alvo (com o plugue ainda no alvo) e o substitui por um limpo. Você conserta seu alvo, supondo que esteja de acordo com sua pontuação, e continua voltando ao seu ponto de tiro. O alvo desafiado voltará depois de ser analisado pelo Júri para determinação.

Uma vez de volta, anote no score card os resultados do desafio. Se você precisar alterar uma planilha, simplesmente passe uma única linha na planilha original. Em seguida, escreva a pontuação correta onde puder, da maneira mais organizada possível, e rubrique-a. Se o concorrente vencer o desafio, ele recebe os US$ 3 de volta.

Fora da preparação, uma das coisas mais importantes a serem lembradas sobre o tiro ao alvo é se divertir!

Agora você está pronto para a competição.

Espero que esta breve visão geral o tenha dado uma ideia do que fazer e não fazer em uma partida de pistola. Fique seguro, mantenha a disciplina, foco e divirta-se…

Estou ansioso para vê-lo na próxima competição!

Lições para o porte de trânsito

Já faz algum tempo, que esse artigo, anda a me rodear, sempre procurando se transformar em texto. Finalmente agora ele toma forma e vira um artigo.

Porte de trânsito

Autorização aos praticantes de tiro desportivo a transportar “uma arma de porte, do acervo de tiro desportivo, municiada, nos deslocamentos do local de guarda do acervo para os locais de competição e ou treinamento” desde que com a correspondente Guia de Tráfego, cuja emissão compete ao Comando do Exército.

Estratégia da evitação

Primeiramente gostaria de reforçar nossa postura e estratégias para evitar situações adversas, perigosas e de risco. Sempre recomendamos usar nossa maior e melhor arma: nosso cérebro; para sempre estar vigilante, a frente, evitando se colocar e ou ficar em situações e locais perigosos. Manter uma postura positiva, tolerante e ciente que todo mundo tem o seu dia ruim.

Manter o auto controle e equilíbrio, sempre!

Enfim, nós nunca buscamos o confronto; buscamos sim estar longe e evita-lo. Mas sempre preparados física, técnica e mentalmente.

Vivenciar situações adversas

Encenação de Wyatt Earp, Doc Holliday, Virgil e Morgan Earp trocando tiro contra os McLaurys e Clantons ndo Tiroteio no O.K. Corral – creditos OK CORRAL Encenação de Wyatt Earp, Doc Holliday, Virgil e Morgan Earp trocando tiro contra os McLaurys e Clantons ndo Tiroteio no O.K. Corral – creditos OK CORRAL

Estudar tiroteios, duelos, confrontos do passado nos permite com atletas: esportivos e ou defensivos; planejar, desenvolver e preparar para a dinâmica em constante mudança de um encontro com risco de vida de uma forma que a prática em um típico campo de tiro não pode replicar.

Os dois casos de confrontos armados mais estudados pelo menos no lado acidental do planeta são: o tiroteio no OK Corral no Arizona – EUA e o Tiroteio em Miami de 11 de abril de 1986.

Nota: ao utilizar o termo “cidadão armado” estou me referindo ao cidadão legalmente autorizado para isso.

Tiroteio no O.K. Corral

O tiroteio no OK Corral foi um tiroteio muito famoso do Velho Oeste que se tornou parte da cultura pop americana e mundial. A escaramuça envolveu Wyatt, Virgil e Morgan Earp, que eram homens da lei famosos e ajudando-os na luta estava um dentista jogador de cartas do estado da Geórgia com uma reputação violenta chamado Doc Holiday. Do outro lado estava um grupo de cowboys, incluindo Billy e Ike Clanton, Tom McLaury e seu irmão Frank, junto com Billy Claiborne. Os homens da lei estavam tentando desarmar os cowboys, e três deles foram mortos no tiroteio.

Aconteceu no mês de outubro de 1881, e o local era Tombstone, Arizona.

Concidentemente a data na qual este artigo está sendo produzido é a data do falecimento de Wyatt Earp dia 13 de janeiro de 1929, Los Angeles, Califórnia, EUA. Há 93 anos atrás.

1986 FBI Miami shootout – Tiroteio de Miami de 1986

Em 11 de abril de 1986, agentes do FBI estavam envolvidos em um tiroteio. Nessa data, oito agentes federais atiraram contra dois criminosos violentos. Ambos os suspeitos foram mortos, enquanto dois agentes do FBI perderam a vida e outros cinco ficaram feridos.

Resumidamente, esta equipe de oito agentes estava patrulhando no que era então conhecido como Condado de Dade, Flórida, à procura de uma dupla, suspeitos de serem responsáveis por uma série de assaltos à mão armada e assassinato.

Policiais investigando a cena do tiroteiro em Miami – 11 de abril de 1986

Ao localizar o veículo dos suspeitos, os agentes bateram no carro e o forçaram a sair da rua. Seguiu-se um tiroteio, com um dos suspeitos fazendo disparos mortais com uma carabina (Mini 14) calibre .223 Rem. Três dos agentes responderam com armas semiautomáticas calibre 9 mm, cinco com revólveres Smith & Wesson com câmara de calibre .38 Special. e .357 Mag. e pelo menos uma espingarda calibre 12 foi utilizada durante o tiroteio.

Caso queira saber mais dessa luta, recomendo o livro: “The FBI Miami Firefight: Five Minutes That Change the Bureau” – O combate armado do FBI em Miami: cinco minutos que mudam o Bureau, do agente especial participante do FBI Edmundo Mireles. O caso ainda é objeto de estudo em muitas academias de segurança nas mais diversas partes do mundo. Estima-se que 145 tiros foram disparados em cerca de 5 minutos; ou seja, 29 tiros por minuto.

Aprendizado

Embora este tiroteio tenha se tornado um marco no estudo para a aplicação da lei, também pode ser extremamente educacional para o cidadão armado.

Mas, antes de ir mais longe, enquanto analisamos algumas “falhas” cometidas. Quero deixar muito bem claro. – Não estou em nenhum momento, criticando, censurando e muito menos tenho pretensão de corrigi-los, os oficiais que estiveram envolvidos, neste entreveiro.

Qualquer pessoa que se envolveu em um confronto violento pode dizer que, na melhor das hipóteses, é o puro caos assumindo o controle. As coisas acontecem, e a Lei de Murphy está quase sempre presente.

Lei de Murphy é um adágio ou epigrama da cultura ocidental que normalmente é citada como: “Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”

Nosso objetivo principal é aprender com a vivência de outros atiradores, para buscar uma melhor forma de superar e trazer mais segurança; principalmente com relação ao nosso porte de trânsito.

Como portar uma arma no carro

Pouco antes de bater no veículo suspeito, um dos agentes tirou seu revólver do coldre e o enfiou embaixo da coxa. No entanto, quando ocorreu o impacto do veículo, sua arma voou e ele não conseguiu encontrá-la. Ele acabou se envolvendo, no tiroteio, com seu revólver reserva de 2 polegadas.

O cidadão armado que pode ser confrontado com seu veículo sendo abalroado durante um roubo ou roubo de carro pode pensar que tirar sua arma de debaixo da roupa de cobertura e do cinto de segurança, antes do tempo, pode ser uma boa ideia. No entanto, quem já passou por um acidente de carro sabe que tudo sai voando. A solução é pensar seriamente sobre para onde você carrega sua arma. Carregar, sacar cruzado ou um coldre axilar faria mais sentido do que enfiar a arma embaixo da coxa.

Assim com base nessa lição, devemos planejar e preparar uma estratégia de como vamos portar nossa arma, de forma segura e eficiente.

Treine a seco, como portar, sacar e engajar dentro de veículos, caso seja possível faça cursos com foco defensivo.

Uso de óculos

Na colisão dos veículos um dos agentes do FBI perdeu seus óculos. Este é um assunto que raramente é discutido quando se fala em confrontos violentos. E, ainda, confrontos violentos muitas vezes se tornam físicos. O cidadão armado que usa lentes corretivas deve pensar seriamente em como protegê-los durante um ataque. Um optometrista (A Optometria, do grego opto + metria, é uma prática profissional voltada para os cuidados com a saúde dos olhos e da visão, o que inclui a medição das capacidades visuais e defeitos dos olhos. Tal prática existe no mundo há mais de cem anos, tendo o profissional o nome de Oculista ou Optometrista) pode oferecer várias soluções que foram desenvolvidas para atletas que precisam usar óculos resistentes durante a competição.

Aqui mesmo não usando óculos corretivos, seria interessante estar utilizando um (até mesmo um óculo de sol) como forma de proteção contra os resíduos dos disparos. Planejar uma forma segura de utilizar óculos, trazendo mais uma camada de segurança pessoal.

Abafadores

Para nós atiradores esportivos o conjunto óculos e protetor auricular, são equipamentos obrigatórios de uso quando estamos disparando no clube.

Se pensarmos que em caso de defesa, talvez seja necessário fazer disparos dentro do veículo, tal fato indica que seria muito interessante e recomendável o uso de um abafador interno com filtro eletrônico (uma opção discreta, que não afeta em nada a capacidade de prestar atenção aos sons da via de deslocamento).

Vale lembrar que hoje em dia as equipes militares em combate utilizam algum dispositivo eletrônico para proteção auricular; pois em guerra, um alto som pode causar desorientação, fato não muito agradável quando alguém está atirando contra você.

Mais uma vez: formular, planejar uma estratégia para proteção auricular.

Arma reserva

Muito embora nossa legislação não permita essa prática. Mas ter em mente tal conceito não é ilegal.

Durante o desenrolar do duelo entre criminosos e os agentes do FBI. Um dos policiais teve sua arma desabilitada por tiros de rifle. Esta não é uma ocorrência incomum devido ao fato de que as pessoas costumam atirar na arma porque a veem como uma ameaça e é nisso que estão focadas. O cidadão pode, de repente, estar fora da luta e ou em uma luta que ainda está acontecendo. Já que para nós brasileiros carregar uma arma reserva não é viável. Ter uma outra arma por perto pode não ser uma má ideia.

Treinar de forma diferente

Estudar esse tiroteio em particular realmente traz para casa o fato de que as coisas não acontecem na vida real como acontecem no campo de treinamento. E, concentrar todos os nossos esforços em ser bom no stand, contra silhuetas de papel, pode dar uma falsa sensação de confiança.

Obs.: Todos as equipes táticas, militares, policiais…etc, treinam utilizando silhuetas de papel. Fato! Todos são treinados para serem eficientes contra alvos de papel.

Os tiroteios são eventos dinâmicos e frequentemente eventos bastante físicos. É importante perceber que ser um atirador bom e rápido é apenas parte da equação. O cidadão armado deve aprender como lutar e como sobreviver quando as coisas ficam próximas do ponto de vista físico e pessoal. Portanto é muito importante, procurar estar em forma tanto física como mental. Treinar se possível as mais diversas disciplinas de tiro esportivo, estudar, ler, trocar informações e experiências, saber ouvir… Deste modo vamos aumentando nossa bagagem de conhecimento e experiências, o que vai facilitar e muito na superação de situações adversas.

Superação das adversidades, determinação

Por fim, como último exemplo para o cidadão armado, que quero discutir é o agente que escreveu o livro que mencionei no início desta matéria.

No início do confronto, Mireles recebeu um ferimento a bala no braço esquerdo que quase estraçalhou seu antebraço. Ele também foi atingido por um fragmento de bala no couro cabeludo, fazendo com que sangue escorresse pelo rosto. Apesar disso, Mireles se protegeu e começou a usar uma espingarda de calibre 12 de ação por bomba.

Ele se manteve em ação e atirando e manobrando a espingarda com uma das mãos, o que, aposto, não era ensinado na Academia do FBI. Meireles fez uso de seu treinamento, experiencia, vivencia e extremamente determinado; superou e dominou o combate, no calor da batalha. Assim que a espingarda secou, Mireles se levantou e se aproximou dos dois suspeitos com seu revólver de serviço, dando os tiros que encerraram a luta.

Conclusão

As lições que esse confronto nos ensinam: são a determinação em lutar, entender, esperar e superar condições adversas. Da mesma forma, Ed Mireles nos ensina a nunca desistir. Lutamos até morrer ou a luta acabar, mas nunca desistimos!

Espero que esse artigo possa colaborar com seu porte em trânsito.